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O valor da marca ontem
Há vinte anos, em 1987, em toda discussão sobre marca os conferencistas falavam
sistematicamente sobre imagem, notoriedade, valores, território e marca. Era
a época em que as grandes empresas desenvolviam estratégias pull sustentadas
por fortes ações de mídia de maneira a fazer com que o consumidor literalmente
pegasse o produto da gôndola. Nessa época as agências de publicidade tinham
como objetivo comunicar a alvos determinados todos os componentes da marca.
O valor da marca hoje
O cenário mudou a partir de 1995. Observa-se que, cada vez mais, as marcas
de distribuidor enfrentam as grandes marcas de forma agressiva. Constata-se
também que as mais importantes marcas, que os mais importantes anunciantes
como P&G, Unilever ou Nestlé diminuíram de maneira drástica seus investimentos
em publicidade nas mais importantes mídias voltando seus investimentos para
merchandising, POP, promoção, etc.
Todos esses sinais mostram que a marca hoje tem grandes dificuldades em
permanecer pull e que, cada vez mais, as cúpulas pensam em estratégias push.
O valor da marca amanhã
Estamos perto de dizer que hoje a comunicação da marca não é mais o grande
interesse pois, finalmente, é no ponto de venda que as escolhas do consumidor
são feitas e tudo indica que o consumidor sente-se cada vez mais relutante
frente ao marketing e à invasão midiática da publicidade. Esse é um erro que
deve ser rapidamente reparado!
Em seu livro «A derrota das marcas, como evitá-la?? Georges Chetochine em 1987
deu sinal de alarme demonstrando:
1. Que não podemos falar de marca no sentido absoluto sem levar em conta
o preço dessa última e o preço dos concorrentes, especialmente das
marcas de distribuidores.
2. Que o consumidor está disposto a comprar uma marca mais cara que
aquela que os distribuidores lhe propõem desde que se sinta ansioso.
O que deixa claro ao autor que a marca é uma resposta à ansiedade.
Quando o consumidor não tem mais medos ou ansiedades, há grandes chances
de que ?compre? preço, promoção ou qualquer outra vantagem.
3. Que, obrigado a fazer publicidades que reassegurem o consumidor
este termina por não mais se questionar sobre a qualidade, o
serviço, etc.
4. Que há três tipos de marcas, a saber :
-
A marca absoluta como NUTELA que seria sempre escolhida devido a
ansiedade da dona de casa em mudar de marca e obter menos qualidade,
-
A marca relativa ou a ansiedade é muito menos forte ou a possibilidade
de transferência de uma marca para outra pelo consumidor é possível.
-
A marca transparente, ou seja, aquela pela qual não se tem nenhum
traço de ansiedade e / ou por definição o consumidor não se interessa que
a seus ??.
5. Que a comunicação sobre a marca consiste em criar uma ansiedade para que
o consumidor colocado frente a suas responsabilidades compreenda que a
segurança tem um preço.
Essa visão da marca implica em que os responsáveis por produto como
agências de publicidade compreendam que a comunicação não deve apenas
ressaltar os pontos fortes de seus produtos, mas também provocar
ansiedade por parte dos usuários do produto.
Provocar ansiedade
Há uma grande diferença entre ansiedade e medo. Os cremes dentais são
marcas fortes porque sabem provocar ansiedade e não medo falando da
« placa dentária », de « gengivas que sangram ». Os detergentes Ariel,
Skip, OMO são marcas fortes porque elas também provocam ansiedades
ligadas às manchas, aos tipos de malha, ao calcário, etc. Como essas
marcas é preciso provocar ansiedades e saber então comunicá-las.
A fim de ajudar seus clientes anunciantes e agências de publicidade a
consultoria desenvolveu uma série de processos que permitem detectar
as possíveis ansiedades por tipo de produto, possibilitando às agências
transmiti-los ao grande público ou a segmentos específicos de consumidores.
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