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PHILIP KOTLER está obsoleto
Georges Chetochine é o culpado
PHILIP KOTLER
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Philip KOTLER é um dos fundadores do marketing tradicional.
Pertence à escola norte-americana.
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Muitas universidades do mundo adoptaram a sua visão do marketing.
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Ou seja, hoje em dia, uma boa parte dos profissionais do marketing
encontra-se sob a influência do pensamento de KOTLER.
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Os seus livros, desde 1969, venderam mais de 3 milhões de exemplares
e foram traduzidos para 18 idiomas, chegando a 58 nações.
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Sem dúvida, muitas das suas teorias e definições sobre o marketing
tradicional continuam em vigor.
NO ENTANTO
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... de algum tempo a esta parte, várias teorias de Philip KOTLER
têm sido apelidadas de obsoletas e até erradas por muitas escolas
no mundo, principalmente pela escola europeia.
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Uma boa parte desta corrente pós-KOTLER atribui-se ao pensamento
de um francês que, com a sua ideologia sobre o Marketing,
revolucionou todo o sistema.
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O seu nome é Georges CHETOCHINE
GEORGES CHETOCHINE
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Georges CHETOCHINE é o especialista europeu de maior reconhecimento
internacional em estratégias de marca e fórmulas de distribuição.
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Fundador e presidente do Chetochine Consulting Group, autor de vários
livros como o controverso A Derrota das Marcas. Responsável pelo
primeiro certificado de Master em Marketing de França, assessor de
comunicação do presidente francês Jacques CHIRAC.
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Um dos seus principais êxitos é a criação do gigante dos
supermercados, CARREFOUR, que revolucionou toda a teoria
da venda a retalho.
A MORTE DO MARKETING DE KOTLER
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Responder às necessidades já não representa um objectivo estratégico.
Hoje vemos que as novidades são rapidamente copiadas, imitadas, e
deixam de ser um capital para as marcas. Até os conceitos de comunicação
se repetem.
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O consumidor actual quase não vê diferenças. Por isso, o paradigma
fundamental do marketing ? responder às necessidades do consumidor ?
deve ser revisto. E se não podemos atacar as necessidades, o que é
que vamos atacar?
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Estas considerações serão repercutidas nas estratégias da indústria
e da distribuição. Como trabalhar a marca, como comunicar, que tipos
de POP e de promoções devem ser desenvolvidos de acordo com a natureza
de cada categoria? Como administrar as emoções durante a compra?
CHETOCHINE: NOSTRADAMUS DO MARKETING
Georges CHETOCHINE é irritante.
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Em 1979, prognosticou (e ninguém acreditou nele) que as marcas de
distribuidor que se estavam a lançar acabariam por canibalizar o
mercado.
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Quando, anos mais tarde, Georges Chetochine afirmou e demonstrou que
as fórmulas de "hard discount" superariam no futuro todas as demais
fórmulas de distribuição, ninguém o levou realmente a sério.
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Hoje em dia, em que ponto nos encontramos? As marcas de distribuidor
ocupam o essencial das gôndolas dos hipermercados e as lojas de
"hard discount" têm a parte de leão nos produtos de grande consumo.
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E estas são apenas algumas das muitas profecias. Muitas delas
encontram-se no seu livro O fim das marcas.
PORQUE ACONTECEU ISTO?
Georges Chetochine é irritante porque, em muitos casos, tinha razão.
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O consumidor tem tudo ou quase tudo. Tem demasiado de tudo. As suas
necessidades estão satisfeitas, saturadas. Dito isto, continua a
ter desejos, em relação aos quais está cada vez mais frustrado.
O restabelecimento da máquina económica depende da capacidade
das empresas para responder, não às necessidades, mas sim às
frustrações.
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Georges Chetochine não se apoia nas ferramentas clássicas do
marketing, apoia-se na observação e análise do comportamento
do consumidor. Trabalha como os antropólogos.
NAS PRÓPRIAS PALAVRAS DE CHETOCHINE : E KOTLER? E O TRADICIONAL?
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"No marketing prometemos muitas coisas: que seria feliz, que o peito
não lhe descairia... Disseram-se muitas mentiras. O consumidor já
não acredita na publicidade e está farto do interruption marketing"
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"O marketing de KOTLER funcionou porque anteriormente não
havia nada e estávamos muito contentes por ter marcas. Para
escolher havia sabonete ou sabonete Lux, gasolina ou gasolina
Shell. A marca dava-nos uma noção de qualidade. Porém, já não
há produtos maus, simplesmente não existem. E se quisermos
comprar sabonete, já não há sabonete sem marca: é Lux, ou
Dove, ou o que for, sempre uma marca".
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O consumidor já não tem uma relação forte com a marca e é
hostil à publicidade: vai escolher no ponto de venda. A Nestlé
reduziu em 50% o investimento em meios de comunicação para o
aplicar nos pontos de venda. É aí que se produz a alquimia.
ANTES: SATISFAZER NECESSIDADES, HOJE: FABRICAR ANSIEDADES
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Temos de criar uma ansiedade. O consumidor compra pela emoção.
As pessoas pagam o preço se tiverem uma ansiedade. Sim, é
manipulação. Mas o mesmo se passava quando se dizia às pessoas
que o sabonete as fazia 20 anos mais novas.
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Fabricar ansiedades é perguntar: "Não acha que a sua pele não
está muito boa? Bom, eu tenho o produto para isso". Mas os
publicitários não querem trabalhar a ansiedade porque querem
criar uma imagem. Continuam com a ideia psicanalítica do
maravilhoso, do fenomenal, do "está tudo bem".
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Os dois momentos da verdade estão :
1. Na gôndola e
2. Quando experimentam o produto.
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